RecordTV confirma episódio de racismo contra Sabrina e anuncia demissão


Fonte: UOL


Após Sabrina Paiva denunciar que ouviu um funcionário de A Fazenda 2019 chamá-la de "macaco" pouco antes da prova do fazendeiro, a RecordTV emitiu um comunicado confirmando as informações da peoa. De acordo com a assessoria da emissora, um operador de câmera fez um comentário racista e teve seu contrato de trabalho rompido.


"A Record TV informa que ontem, 05/11, durante o reality A Fazenda, ao vivo, um operador de câmera, posicionado atrás de um dos espelhos da sala, fez um comentário racista a respeito da participante Sabrina Paiva. Imediatamente ao fim do programa, a produtora Teleimage (que presta serviços à Record TV e é a contratante do operador de câmera), identificou o ofensor. Ele foi repreendido e teve seu contrato de trabalho rompido sumariamente", afirmou a emissora por meio de nota.


"A Record TV repudia veementemente esta atitude e qualquer tipo de preconceito. Como se trata de ofensa racial, será informado à participante Sabrina Paiva que a ela será dado o direito de fazer a representação legal ao ofensor, se assim quiser e no momento que desejar. A Record TV e a produtora Teleimage lamentam o fato e não admitem que algo dessa natureza aconteça em suas produções."


Pouco após a emissora divulgar o comunicado, Sabrina recebeu um envelope informando sobre a demissão do funcionário e que ela pode tomar uma medida judicial. "Eu tinha certeza que eu tinha ouvido, que bom que isso aconteceu. Fico mais tranquila", disse a modelo. Triste, Sabrina chorou e comentou com os colegas que por vezes sente que o país não teve nenhuma real conquista em relação ao racismo estrutural. A peoa disse que sempre se sentiu orgulhosa de suas conquistas, mas ser chamada de "macaca" em um programa de repercussão nacional coloca em questão a educação atual do brasileiro sobre o assunto.


Advogado diz que tomará medidas judiciais

Após sofrer uma ofensa, a família de Sabrina acionou o advogado Guilherme Agostineto para tomar providências imediatas sobre o crime. "Estamos em contato com o departamento jurídico da emissora. Iremos tomar todas as medidas judiciais pertinentes ao caso, inclusive na esfera criminal. Já solicitamos a divulgação do funcionário responsável pela ofensa. Ainda estamos analisando as responsabilidades", disse o defensor.


"A família e amigos estão muito abalados com o ocorrido e estão em total apoio a Sabrina. Estamos enviando o caso ao Ministério Público e cobrando uma posição concreta da emissora", afirmou Agostineto. "Só estou aguardando o restante da documentação para elaborar a representação criminal. Acredito que até sexta-feira, essas medidas judiciais já tenham sido encaminhadas." A pena prevista pelo crime de injúria racial é de reclusão de um a três anos e multa.