Educadores reforçam a importância da representatividade negra na escola pública e como isso impacta a vida dos alunos.

Em meio às manifestações contra o racismo que acontecem no Brasil e no mundo, é bom e necessário que se discuta a presença e as vivências dos professores negros na educação básica.

Especialistas dizem que os professores negros em sala e nos cargos de gestão servem como uma importante referência para os alunos negros que, segundo eles, são historicamente desacreditados pelo sistema.

Hoje, 48% dos professores da rede pública se declaram negros ou pardos, bem como 40% dos estudantes de pedagogia do país. O número é próximo à presença negra na população geral, 56%, e muito maior do que no começo do século 20, quando pesquisadores apontam um processo de “embranquecimento” do magistério.

A relatora do projeto de lei que instituiu o ensino obrigatório de cultura e história africanas em sala de aula, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, que contou que a medida veio após uma luta diária de professores negros para mudar a educação.

Em Campo Grande (MS), São Paulo, Itaboraí (RJ) e Ouro Preto (MG), professores contam sua experiência em sala e na formação de outros professores.