• terça-feira , 18 setembro 2018
03/09/2018

O Caso do Homem Errado

“O caso do homem errado” retoma o episódio de Júlio César de Melo Pinto, operário executado nos anos 1980, em Porto Alegre por soldados da Brigada Militar. Houve um assalto com reféns na capital gaucha e atraiu uma multidão, e Júlio César estava entre essas pessoas. Porém, por ser epilético, sofreu um ataque e caiu no chão. Ao invés da atitude esperada de socorro, ele foi associado como parte do tiroteio, e foi jogado inconsciente dentro do carro da polícia, onde foi brutalmente agredido.

O repórter Ricardo Bernardi, repórter do jornal Zero Hora, testemunhou e documentou o ocorrido, e perseguiu o carro de polícia. Quande chegou ao hospital, Júlio César havia sido morto a tiros, que recebeu da polícia. O caso foi a julgamento, após uma campanha realizada pelo jornal.

Diante desse episódio de racismo e violência, a criadora Camila de Moraes, resgata a ideia de que pegaram o homem errado, operário inocente, mas, se tivessem pegado o certo, o assaltante, teriam o direito de mata-lo? Essa discussão permeia o filme, e divide as opiniões, as dos que são a favor de armas e execuções de criminosos, e os que defendem os direitos humanos. “Existe homem certo no caso de execuções?”, questionam as diretoras e produtoras. Essa infração também traz à tona discussões que conceituam a violência policial, o racismo e os recorrentes assassinatos de negros no Brasil.

“Viemos de uma estratégia de transformar o luto em lutas, porém, essa estratégia, por mais necessária que seja, é muito dolorosa, por perdemos uma vida nessa guerra, uma vida que tem cor, mais uma pessoa negra morta”, diz Camila.

Fonte: O Estado de São Paulo

Postado por: Iniciativa Empresarial pela Igualdade | www.iniciativaempresarial.com.br

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