Órgão afirma que ação afirmativa não configura violação trabalhista.

A polarização em torno do programa de trainees do Magazine Luiza reservado para profissionais negros foi parar no Ministério Público do Trabalho. O órgão recebeu reclamações de que a companhia estaria discriminando pessoas brancas ao permitir apenas a participação de negros no processo seletivo. Foram 11 denúncias do tipo. Todas rejeitadas até agora.

A procuradoria diz que a iniciativa da empresa é uma ação afirmativa histórica e não configura violação trabalhista. Diz também que a reserva de vagas é um elemento de reparação histórica da exclusão da população negra no mercado de trabalho, e que tem respaldo na Constituição e no Estatuto da Igualdade Racial.