O Globo – 02/02/2021

WASHINGTON — Dados iniciais de vacinação dos EUA, divulgados nesta segunda-feira, sugerem que negros e latinos receberam uma proporção menor de doses do que sua representação entre trabalhadores de saúde e residentes de asilos, dois grupos prioritários na imunização contra a Covid-19.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano divulgou os números e disse que o país precisa de dados mais abrangentes sobre raça e etnia das pessoas que foram vacinadas. Negros e latinos estão entre os mais afetados pela Covid-19, e as autoridades de saúde pública têm defendido amplamente a equidade na distribuição de vacinas.

Dados sobre raça só estavam disponíveis para cerca de metade dos 12,92 milhões de pessoas vacinadas nos EUA entre 14 de dezembro de 2020 e 14 de janeiro de 2021. Desse total, os negros receberam 5,4% das vacinas, disse o CDC,  enquanto as cifras nacionais mostram que os negros representam 16% dos profissionais de saúde e 14% dos residentes de saúde.

Os latinos receberam 11,5% dessas vacinas, embora representem 13% dos profissionais de saúde e 5% dos residentes de asilos. Já os brancos receberam 60,4% das doses e representam 60% dos profissionais de saúde e 75% dos residentes em lares de idosos.

Esses dados são semelhantes aos revelados no fim de semana pela cidade de Nova York, que mostrou que, embora os negros representassem 24% da população, com base nos dados de 2019, eles pediram e receberam até agora apenas 11% das vacinas contra o coronavírus.

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