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22/08/2018

A dura realidade de uma criança negra no Brasil

Um estudo sobre mobilidade social feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), composto por 37 países, europeus em sua maioria e proponente da igualdade econômica, mostra o Brasil como um dos piores países em mobilidade social. Isso significa que uma pessoa que nasce em condições de pobreza tem grandes tendências a permanecer pobre e estagnado na escala de renda.

A situação alarmante varia entre os países. Nos países que compõe a Organização, uma pessoa em situação de pobreza demoraria 5 gerações para alcançar o nivelamento, enquanto em países latino-americanos, como o Brasil, demoraria 9.

Em média, 6 gerações equivalem a 180 anos. Em países nórdicos 2 ou 3 gerações são suficientes para que haja um nivelamento econômico.

17% das crianças de origem precária, ou seja, sem nivelações financeiras ou sociais, conseguem chegar ao topo em termos de renda, enquanto 42% das crianças de famílias ricas se mantém nesse nível, em países da OCDE.

No Brasil, o percentual de crianças pobres brancas é de 38%, enquanto o percentual de crianças pobres negras é de 58,3%, de acordo com o estudo da Unicef, com base na pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilios (Pnad) 2015, onde crianças em situação de pobreza são consideradas aquelas que estejam vivendo em famílias com rendimento mensal per capita de até 1/2 salário mínimo. Além da falta de dinheiro, há outras privações como a privação do direito à educação, proteção ou ao bem estar, ocasionando privações múltiplas.

A crescente e acentuada pobreza entre os negros causam grandes impactos. A falta de condições financeiras faz com que todos os membros da família tenham que contribuir, gerando o trabalho infantil e a consequente evasão escolar. Em 2017 foi relatado que mais de 60% das crianças que trabalham no Brasil são negras, segundo o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

“A falta de mobilidade social não é uma fatalidade, podemos melhorar. Com políticas mais avançadas podemos reforçar a igualdade de oportunidades”, afirma Gabriela Ramos, assessora especial da OCDE.

 

Postado por: Iniciativa Empresarial pela Igualdade | www.iniciativaempresarial.com.br

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