• quinta-feira , 16 agosto 2018

EM PAUTA

10 negócios criados por empreendedores negros que você precisa conhecer

15/06/2018

Você sabia que a população negra corresponde à maioria dos empreendedores no Brasil? Já que é pra tombar… selecionamos uma lista com 10 empreendedores negros que através de oportunidades, inovação e talento criaram seu negócio próprio. E porque afinal, representatividade importa. Há desde especialistas em tranças a catchup de banana. Confere:

1. Africano lança marca de roupas com identidade de seu país em Porto Alegre

Joel Cannile Hodonou, 27 anos, nasceu em Benin, país localizado no oeste da África. Formado em Contabilidade, veio para o Brasil estudar. Hoje ele é dono da marca de roupas feitas com tecidos africanos Hodonou, cujo significado é “meio de comunicação”. E é justamente esse sentido que quer dar às suas estampas: comunicar sua cultura no país onde escolheu viver. Após vir para o Brasil e sentir falta da cultura e da estética africana, ele resolveu apostar neste mercado. As peças são vendidas através da página no Facebook da Hodonou.

2. Brechó torna o consumo mais acessível

Foi na moda que Mirlene Rodrigues Vergara, Marluza Rodrigues Vergara e Maria de Lurdes Fraga juntaram seus talentos individuais em prol de algo que todas tinham em comum: o amor pela moda. Nasceu, assim, em Porto Alegre, As Urbanas. A ideia é restaurar somente roupas de brechós e vender. Moda consciente e acessível.

 

3. Casal da Restinga restaura tênis e roupas em prol da acessibilidade

Na onda da democratização do consumo, o casal Luiz Henrique e Kennya Menna criaram o Arte Customizando, projeto onde eles customizam tênis com tinta acrílica (e algumas horas de trabalho, claro). A dupla cobra entre R$ 40,00 e R$ 100,00 para deixar um par novinho em folha. Além disso eles trabalham com customização de bolsas e jeans. Um arraso, não é mesmo?

 

4. Empreendedoras apostam no mercado de cabelos artificiais

Falando em arraso, não dá para esquecer as Mulheres de Fibra. Com uma variedade de cores, texturas, tamanhos e formas, é possível mudar o visual do cabelo sem submeter os fios a produtos agressivos. E quem desbrava esse mercado está se dando bem. Amanda Jesus é dona do Mulheres de Fibra, espaço que recebe clientes nos fundos de sua casa, no bairro Restinga, em Porto Alegre. O local oferece o serviço de aplicação das box braids e de diversos tipos de cabelos sintéticos.

 

5. Ludmilla integra grupo de maior peso no empreendedorismo brasileiro

 

E não é só Amanda que se rendeu à diversidade de cabelos. A cantora Ludmilla, em parceria com sua mãe, além de abrir o salão de beleza Lud Hair Boutique, em sua cidade natal, resolveu empreender em uma própria marca de perucas.

 

6. O negócio delas é só fazer eventos com temática afro

Quem resolveu criar um negócio em família também foram as irmãs baianas Cecília Cadile e Gisele Matamba. A dupla criou o Instituto Matamba, uma empresa que oferece serviços de culinária, decoração, recepção, vestimenta, seminários, cerimônias, palestras e casamentos, tudo com temática afro, em Salvador. A história começou com oficinas de turbantes realizadas por elas. Hoje as irmãs fazem de 2 a 3 eventos por mês.

 

7. Identificação e amor ao produto fazem toda a diferença na hora de empreender

 

Falando em turbantes, a microempresária Claudia Renata Pereira de Campos, é gestora da Clau Acessórios e Vestuário. Ela confecciona e vende turbantes e acessórios ligados à moda étnica. Antes de se tornar empresária, já era consumidora desses itens. Antes de ser consumidora, era fã do assunto. Além de desenhar, Claudia, que é mestre em História e graduada em Moda, busca referências em livros e pesquisa os temas para serem usados em seus trabalhos. A primeira coleção de turbantes foi inspirada em elementos do grafite e da cultura de rua. A unidade custa, em média, R$ 40,00.

 

8. Nem todo empreendedor parte do mesmo ponto

 

 

Alyne Garcia Jobim é administradora de empresas, sócia da Integrare consultoria em inclusão e acessibilidade. A empresa existe desde 2014, com o objetivo de incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho. São oferecidos serviços de recrutamento e seleção, capacitação e desenvolvimento. Alyne participou do Inovacapital, programa de apoio a empreendedores afro-brasileiros. A empreendedora toca num ponto fundamental para entender a importância de ressaltar os negócios de afroempreendedores: “Nem todo empreendedor parte do mesmo ponto”.

 

9. Gaúcho produz linha de catchups de banana

Sem dúvidas o melhor do Brasil é o brasileiro. Foi no ano de 2014 que Fabrício Goulart, chef de cozinha em um festival de hambúrgueres, colocou em prática a ideia do catchup de banana. Depois de viajar por muitos lugares ao redor do mundo e perceber o uso de frutas, como manga, mamão, e abacaxi nas receitas de molho, resolveu testar. Com esse novo repertório de vida, nasceu o Catchup de Banana e, mais tarde, sua marca Empório Feitosa. Os preços variam entre R$ 16,00 e R$ 20,00.

 

10. Aos 21 anos de idade, Larissa tem a própria loja de roupas na Capital

 

 

Com apenas 21 anos, Larissa Rodrigues é proprietária de uma loja de roupas no Centro de Porto Alegre. Além disso, atenta à tecnologia, toca o e-commerce da marca. A versão on-line colabora para o faturamento, mas a unidade física ainda tem peso maior nos lucros. Recentemente, Larissa lançou uma novidade: um site que é a extensão do negócio, o Purchase Promo. Para não ficar com a mercadoria parada em estoque, resolveu abrir essa plataforma de valor único, na qual todas as peças são vendidas por R$ 39,90.

 

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Postado por: Iniciativa Empresarial pela Igualdade
Fonte: Jornal do Comércio

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